quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Tratamento de Calvicie Genética!


Doenças da Pele
Alopécia Androgênica
(Calvície, queda de cabelos de causa genética)
O que é?
A alopécia androgênica ou calvície masculina é uma manifestação fisiológica que ocorre em indivíduos geneticamente predispostos levando à "queda dos cabelos", que sofrem um processo de miniaturização. A herança genética pode vir do lado paterno ou materno.
A alopécia androgênica é resultado da estimulação dos folículos pilosos por hormônios masculinos que começam a ser produzidos na adolescência (testosterona). Ao atingir o couro cabeludo de pacientes com tendência genética para a calvície, a testosterona sofre a ação de uma enzima, a 5-alfa-redutase, e é transformada em diidrotestosterona (DHT).
É a DHT que vai agir sobre os folículos pilosos promovendo a sua diminuição progressiva a cada ciclo de crescimento dos cabelos, que vão se tornando menores e mais finos. O resultado final deste processo de diminuição e afinamento dos fios de cabelo é a calvície.
Manifestações clínicas
A característica principal é a queda continuada dos cabelos com substituição por fios cada vez mais finos e menores até a interrupção do crescimento, levando à rarefação dos pelos e ao afastamento da linha de implantação para trás.
A progressão do quadro leva à calvície masculina, caracterizada pela ausência de cabelos na parte superior e frontal da cabeça, poupando as áreas laterais e posteriores.
Produção aumentada de oleosidade e descamação no couro cabeludo devido à dermatite seborreica (caspa), apesar de também poderem estar presentes acompanhando o quadro, não tem nenhuma relação com o processo de queda e diminuição dos cabelos.
As mulheres também podem ser atingidas, porém só muito raramente chegam à calvície total. Em geral, apresentam um quadro de rarefação difusa dos pelos que também tornam-se mais finos. Geralmente as manifestações da calvície feminina agravam-se após a menopausa.
Tratamento
O tratamento visa o prolongamento da vida útil dos folículos pilosos retardando ou interrompendo o processo de queda dos cabelos. Pode ser feito através do uso de substâncias aplicadas diretamente no couro cabeludo, como o minoxidil, ou com medicamentos por via oral, como a finasterida ou a dutasterida.
finasterida revolucionou o tratamento da alopécia androgênica, pois bloqueia a ação da enzima que dá origem à DHT. A medicação tem eficácia no controle da queda dos cabelos na grande maioria dos pacientes tratados e até mesmo na reversão de pelos velus (finos e pequenos) para pelos normais, caracterizando a repilação (fotos abaixo).
Alopécia androgênica tratada com finasterida: antes e depois 

FINASTERIDA
Inicialmente, a finasterida foi desenvolvida para tratar homens que sofressem de  aumento da próstata (o que provoca o estreitamento da uretra e, deste modo, a dificuldade para urinar).
Contudo, um fato curioso, que chamou atenção da própria indústria farmacêutica que primeiro a lançou no mercado (Merck), foi o efeito que a tal substância estava provocando nos pacientes, que passaram a verificar um significativo aumento no crescimento dos próprios cabelos. E foi assim que a Merck decidiu investir no estudo da finasterida, que veio a se tornar a primeira pílula lançada para o tratamento da calvície masculina.
“Então, somente os homens podem tomar esse medicamento?”

A finasterida é um medicamento voltado aos homens, exclusivamente, e a sua ingestão visa a resolver tão-somente o problema da calvície hereditária, cientificamente chamada de “alopecia androgênica”, sendo que, para casos desta natureza, a sua ação se dá pela sua capacidade de inibir especificamente a 5-alfa-redutase, enzima que converte a testosterona em dihidrotestosterona (DHT).

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